As grandes competições esportivas devem ser observadas com atenção por quem convive com enxaqueca. Profissionais ressaltam que ansiedade, mudanças na rotina, barulho e alimentação irregular podem atuar como gatilhos, mesmo quando a pessoa já está sob tratamento. Diagnóstico adequado é a base para controlar os sintomas e reduzir crises.
Às vésperas de grandes eventos, fatores emocionais, ambientais e comportamentais se somam. O estresse antes das partidas, a tensão durante o jogo e a queda da excitação após o apito final podem desencadear crises em quem não está com a doença sob controle. Alterações de sono também aparecem entre os gatilhos.
Gatilhos comuns durante grandes competições
A rotina atrapalhada, sono prejudicado, bebidas alcoólicas em celebrações e consumo de alimentos ultraprocessados elevam o risco de crises. O barulho das torcidas, o tempo diante de telas e a iluminação intensa em telões agravam a sensibilidade de quem tem hiperexcitabilidade cerebral.
Pular refeições ou manter horários irregulares favorece o desencadeamento. A desidratação, associada à ingestão insuficiente de água ou ao consumo de álcool, também contribui para as crises em muitos pacientes.
Abordagem e tratamento
A neurologista Thais Villa destaca que os gatilhos variam entre indivíduos; o que afeta uma pessoa pode não provocar reação em outra. A enxaqueca exige uma abordagem multidisciplinar, com tratamento integrado e mudanças de estilo de vida.
O que há de mais moderno no manejo inclui o Tratamento 360º, com toxina botulínica aplicada aos nervos envolvidos para reduzir a excitabilidade cerebral. Anti-CGRP, medicamentos injetáveis, também mostram eficácia no controle da doença. A doença não tem cura, mas pode ser mantida sob controle com estratégia adequada.
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