Kim Oakhill, 51, tinha fadiga extrema, suores noturnos e dores nas pernas entre 2022 e 2023, confundidos com perimenopausa. A jornalista e pesquisadora na área médica iniciou terapia de reposição hormonal, sem melhora.
Apesar de consultas recorrentes, o quadro não melhorava. Em fevereiro de 2024, Kim interrompeu a TRH por conta própria, mantendo sintomologia semelhante. Em dezembro, retornou ao médico com tonturas, sem alterações significativas em exames.
Em maio de 2025, a situação ganhou proporção. Tosse persistente e falta de ar passaram a acompanhar a fadiga; tratamentos para refluxo, asma e infecções não funcionaram. Em julho, a tomografia confirmou câncer de pulmão de células não pequenas em estágio avançado.
Diagnóstico e impacto familiar
O câncer em estágio 4 não operável mobilizou a mãe de três, que pensou no marido Nick e nos filhos Alex, Josie e Sam. O diagnóstico motivou a família a buscar suporte financeiro para tratamentos não cobertos pelo sistema público de saúde britânico.
Kim faz quimioterapia de manutenção e segue com exames periódicos para monitorar a resposta ao tratamento. Uma campanha de arrecadação foi criada para viabilizar terapias direcionadas que podem ampliar a sobrevida.
Conscientização sobre câncer de pulmão
A atual campanha também reforça que o câncer de pulmão pode afetar não fumantes e pessoas de diferentes idades. Os voluntários destacam a importância de investigar sintomas persistentes e não atribuí-los automaticamente à menopausa ou a outras condições benignas.
Kim ressalta que os sintomas vagos podem atrasar diagnósticos, especialmente quando tratados como sinais de outras doenças. O objetivo é reduzir atrasos diagnósticos e ampliar o acesso a tratamentos eficazes.
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