O que antes era vidro descartado pode ganhar uma função na construção civil. Uma tecnologia transforma vidro reciclado em espuma vítrea, material leve, resistente e eficiente, capaz de substituir agregados como brita em obras. Países como a Noruega já aplicam.
O processo começa com a moagem do vidro, seguida de aquecimento controlado que gera uma estrutura com células preenchidas por ar. O resultado são blocos rígidos e de baixa densidade, capazes de suportar cargas sem pressionar o solo.
Essa inovação é especialmente relevante em terrenos sensíveis, onde o peso das estruturas pode causar recalques. A espuma de vidro reduz a carga, contribuindo para a estabilidade e diminuindo a necessidade de reforços complexos.
Aplicações e Benefícios
Além de fundações, o material pode ser utilizado em estradas, pavimentos e áreas de circulação, facilitando obras que exigem soluções mais leves. A redução de peso facilita transporte e instalação, gerando economia de recursos.
O desempenho térmico também se destaca: as bolsas de ar atuam como isolantes, diminuindo a transferência de calor e ampliando as possibilidades de uso. O material oferece, ainda, ganho ambiental ao valorizar resíduos urbanos.
Do ponto de vista ambiental, a tecnologia amplia a reciclagem de vidro. Em vez de reciclar apenas para novas embalagens, o vidro ganha uma aplicação específica em engenharia, fortalecendo a economia circular.
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