A Apple anunciou na WWDC 2026 uma reformulação da Siri, que passa a se chamar Siri AI. A assistente deixa de ser apenas voz para ganhar o formato de plataforma de inteligência artificial conversacional. A versão beta deve chegar ainda neste ano.
A nova Siri AI concorre com ferramentas como ChatGPT, Claude e Gemini. Além de responder perguntas, poderá manter conversas, criar planos detalhados, participar de sessões de brainstorming e revisar documentos. A Apple também lançará um app dedicado.
A atualização integra a IA ao ecossistema da empresa. No MacOS, Siri AI opera via Spotlight; no WatchOS, funciona pelo Apple Watch sem depender do iPhone. A interface foi redesenhada para os iPhones atuais, com funcionamento pela Dynamic Island.
Nova estratégia
A reformulação ocorre em meio a pressão para a Apple retomar terreno na IA. A empresa tem histórico de foco em hardware premium e privacidade, o que, segundo analistas, a deixou atrasada frente a concorrentes que adotaram IA de forma mais rápida.
A Microsoft avançou ao incorporar tecnologia da OpenAI a seus software, enquanto a Nvidia lidera o mercado de GPUs para IA. A Oreo financeira mudou com a dominância de IA, e a Apple registrou defasagem de posição em comparação aos líderes do setor.
Especialistas apontam que a divulgação serve para sinalizar recuperação de espaço. A reforma da Siri, o aumento da Apple Intelligence e a nomeação de John Ternus para a próxima fase indicam estratégia de integração da IA ao sistema operacional.
Para o professor Pedro Manoel Ribeiro Rosa, as mudanças devem impactar o dia a dia dos usuários apenas a médio prazo. “Se a IA estiver presente de forma natural, milhões a usarão sem perceber”, afirma o especialista.
Dhiego Soares, empresário e presidente do Global Tech Institute, compara a disputa com a antiga guerra dos navegadores. Ele vê o momento como decisivo para o papel da Apple na IA dentro do ecossistema.
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