Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Na Índia, contratam pessoas para treinar robôs a cozinhar e dobrar roupas

Na Índia, trabalhadores registram rotinas diárias para ensinar robôs a cozinhar e dobrar roupas, alimentando IA com dados; remuneração de cerca de dois dólares por hora

Photo
0:00
Carregando...
0:00

Na Índia, milhares de pessoas atuam como anotadores de dados para treinar robôs com IA, registrando tarefas cotidianas. O objetivo é ensinar máquinas a reproduzir ações humanas com maior fidelidade. A informação foi veiculada pela AFP em 12 de junho.

Os trabalhadores utilizam câmeras presas à cabeça, sensores de movimento e outros dispositivos para capturar movimentos de atividades como cortar frutas, dobrar roupas, cozinhar e organizar objetos. Os dados alimentam empresas de tecnologia que desenvolvem robôs domésticos e industriais.

Entre os participantes está Nagireddy Sriramyachandra, de 25 anos, que grava a própria rotina e envia os registros a companhias especializadas. Pela tarefa, ela recebe cerca de duas dólares por hora, pouco mais de 10 reais, segundo a agência.

O trabalho ocorre em casas, fábricas, escritórios e estúdios montados para esse fim. Durante as gravações, sistemas eletrônicos monitoram os movimentos e sinalizam falhas de registro para assegurar qualidade dos dados.

A estudante de engenharia Rani N. comenta que produz dezenas de vídeos por dia ao dobrar toalhas. Ela afirma que, apesar de aceitável, a atuação é marcada pela sensação de estar constantemente sob observação.

Dependência de tecnologia e aplicações

Em várias salas, equipes organizam objetos para que sensores de profundidade capturem formas, posições e movimentos com alta fidelidade. Embora IA gere grandes volumes de dados digitais, reproduzir comportamentos físicos é um desafio técnico relevante.

Empresas como a Objectways reportam clientes de grande porte interessados em robôs capazes de executar tarefas específicas, desde preparo de alimentos até manipulação de produtos em ambientes industriais. A demanda por dados está ligada à esperança de expandir o mercado de robôs humanoides.

Apesar das oportunidades, a remuneração relativamente baixa e a natureza repetitiva das atividades geram questionamentos sobre qualidade e sustentabilidade desses empregos. Especialistas destacam a fragilidade do modelo diante de avanços que reduzam a necessidade de anotação humana.

Perspectivas futuras

A indústria cresce em meio a projeções ambiciosas. O Morgan Stanley estima que mais de um bilhão de robôs humanoides poderia estar em operação até 2050, o que impulsiona investimentos e a busca por dados cada vez mais precisos.

Defensores da IA ressaltam que colaboração entre pessoas e máquinas pode se manter, sem substituição total de empregos. A ideia é que trabalhadores controlem ou supervisionem robôs a distância, conforme o andamento das tecnologias.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais