Um novo vetor de ataque, chamado Agentjacking, foi apresentado por pesquisadores da Tenet. Ele mostra como agentes de codificação com IA podem ser manipulados para executar comandos controlados por invasores. O método não depende de phishing, malware tradicional ou invasão direta da infraestrutura.
A técnica usa ferramentas de observabilidade, como o Sentry, através de integrações baseadas no Model Context Protocol. Dados externos, antes vistos apenas como registros, podem ser interpretados como instruções confiáveis por agentes de IA.
O ponto de entrada é o DSN público do Sentry, uma credencial de gravação comum em aplicações frontend. Com esse identificador, um atacante pode enviar eventos falsos para a API de ingestão da plataforma e controlar mensagens, contexto, rastros, tags e metadados.
Eventos injetados podem conter Markdown formatado para parecer uma orientação legítima de correção. Quando o desenvolvedor solicita ao agente a resolução de problemas, a IA consulta o Sentry e considera o conteúdo injetado como parte do diagnóstico.
Na prova de conceito, pesquisadores mostraram que agentes podem ser levados a executar um comando npx. Esse comando baixa e executa um pacote de um repositório público, com privilégios locais do desenvolvedor.
O uso indevido pode expor variáveis de ambiente, arquivos de configuração e credenciais de nuvem. Os resultados destacam a necessidade de restringir fluxos de dados entre plataformas de observabilidade e ambientes de desenvolvimento.
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