A hiperidrose é a sudorese excessiva que pode indicar um problema de saúde. Em vez de ocorrer apenas em situações normais, o suor passa a ser desproporcional, mesmo sem exercício, calor ou estresse. O tema ganha atenção médica quando atrapalha atividades diárias ou a qualidade de vida.
A condição recebe o nome médico hiperidrose. Ela envolve hiperatividade das glândulas sudoríparas, levando a suor acima do necessário para resfriar o corpo. Existem dois grandes ramos: hiperidrose primária focal e hiperidrose secundária generalizada.
Na hiperidrose primária focal, há origem genética e surgem sinais em mãos, pés, axilas ou rosto, muitas vezes na infância ou adolescência. O suor tende a cessar durante o sono. Já a hiperidrose secundária generalizada aparece na idade adulta e depende de outra doença subjacente.
Diagnóstico e sinais de alerta unem-se ao histórico médico. Casos em que o suor atrapalha atividades diárias, como escrever, segurar objetos ou cumprimentar pessoas, merecem avaliação dermatológica ou endocrinológica. O suor noturno excessivo também requer investigação.
Diagnóstico clínico e opções de tratamento
O diagnóstico é sobretudo clínico, envolvendo avaliação do impacto na rotina. Em casos leves, antitranspirantes com cloreto de alumínio costumam ajudar. Em moderados a graves, a toxina botulínica pode bloquear temporariamente os estímulos nervosos.
O efeito da toxina dura meses, reduzindo o suor nas áreas tratadas. Em situações extremas, como hiperidrose palmar ou axilar severa, pode ser indicada a cirurgia de simpatectomia, que desliga os nervos responsáveis pelo estímulo das glândulas.
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