Linus Torvalds anunciou oficialmente o lançamento do Linux 7.1 no último domingo, dia 14 de junho. A nova versão do kernel chega após enfrentar transtornos causados por notificações de bugs geradas por IA. O objetivo é melhorar desempenho e confiabilidade, mantendo a linha de atualizações do projeto.
Segundo Torvalds, o lançamento ocorreu dentro do prazo previsto, ainda que a agenda pessoal tenha exigido ajustes. Os desenvolvedores enfrentaram uma sobrecarga de relatos de bugs, muitos irrelevantes ou já solucionados, o que levou a um pedido de moderação no uso de IA na triagem de falhas.
Novidades principais
A versão 7.1 traz atualizações menores de drivers e inclusão de um driver para o sistema de arquivos NTFS, com suporte completo a leitura e escrita. A integração melhora o desempenho do kernel ao lidar com esse sistema de arquivos.
Outra mudança relevante é a ativação por padrão do Intel FRED, o recurso de entrega flexível de eventos e retorno. Ele visa otimizar interrupções e chamadas de sistema em processadores modernos, beneficiando principalmente chips Intel Panther.
Entre as demais melhorias, o kernel passa a oferecer suporte aprimorado a GPUs Intel Arc Battlemage e a GPUs AMD Radeon mais antigas, além de otimizações em drivers de USB e Thunderbolt. Pequenas melhorias também aparecem em arquivos de sistema como EXT4 e F2FS.
Como obter
O kernel Linux 7.1 não é distribuído como aplicativo comum; é necessário que a distribuição Linux do usuário disponibilize a atualização. Quem desejar, pode baixar o kernel direto do site oficial para compilação manual, seguindo as instruções técnicas.
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