O sono de qualidade reduzido está associado a maior risco de obesidade, aponta revisão publicada em 2026 pela Clinical Obesity, da World Obesity Federation. O estudo reuniu resultados de várias meta-análises sobre sono e peso, destacando a relação entre pouca duração do sono e ganho de massa corporal.
Pesquisadores ressaltam que o sono insuficiente não é a única causa da obesidade, que é uma doença multifatorial. Contudo, as alterações hormonais provocadas pela privação de sono aparecem como fator relevante no mecanismo de acúmulo de peso.
Quando a pessoa dorme menos do que o recomendado, ocorrem mudanças nos hormônios da saciedade. A leptina diminui e a grelina aumenta, elevando a sensação de fome e a busca por alimentos calóricos. O cansaço também reduz a atividade física e pode intensificar o estresse.
Segundo o Vigitel Brasil 2006-2024, 20,2% dos adultos dormem menos de seis horas por noite. Outros 31,7% relatam pelo menos um sintoma de insônia, e entre as mulheres o índice é de 36,2%. O levantamento não especifica hábitos de pais ou mães de crianças pequenas, mas a privação de sono é comum nesse grupo.
A Organização Nacional de Sleep Foundation e a American Academy of Sleep Medicine recomendam entre sete e nove horas de sono por noite. Na prática, muitos adultos, incluindo cuidadores de crianças, ficam abaixo desse intervalo por longos períodos.
Implicações para pais e cuidadores
- A privação de sono aparece como elemento relevante na dificuldade de emagrecer após a maternidade, conforme evidência científica.
- Desafios do sono são citados como parte de rotinas com noites interrompidas, despertamentos frequentes e estresse aumentado.
- Especialistas destacam a importância de tratar o sono como parte do cuidado com a saúde, ao lado de alimentação e prática de atividades físicas.
Entre na conversa da comunidade