Diante de um acúmulo de suplementos, especialistas alertam para riscos à saúde. Um estudo recente da organização Which? mostrou que 76% dos entrevistados consomem ao menos um suplemento regularmente, incluindo vitaminas, minerais e proteínas. Quase 20% usam quatro ou mais diariamente.
Pacientes relatam danos hepáticos, renais e gastrointestinais ligados ao uso excessivo de suplementos. Profissionais de saúde têm atendido mais casos envolvendo coquetéis de ervas, vitaminas e minerais que acabam sobrecarregando órgãos. O quadro tem levado especialistas a questionar a suposta necessidade constante de suplementação.
O caso de Ginger Smith, nos EUA, ilustra o tema: influenciadora tomou altas doses de vitamina C, D, cúrcuma e outros produtos por anos. Após dores, descobriu uma pedra nos rins de 2 a 3 cm, levando à cirurgia e a despesas médicas consideráveis.
Especialistas consultados destacam que o fígado pode ser afetado pela combinação de substâncias, sobretudo em pessoas que utilizam vários suplementos de ervas. Dados de pesquisas americanas indicam que até 20% dos danos hepáticos envolvem misturas de fitoterápicos e suplementos dietéticos.
Profissionais do NHS e do Royal College of General Practitioners ressaltam que alguns ingredientes, como vitaminas lipossolúveis, podem permanecer no organismo por mais tempo. Em muitos casos, a “política de mais é melhor” não se sustenta diante de evidências.
Para quem busca orientação, o consenso é simples: priorizar a alimentação, revisar rótulos e evitar duplicidade de ativos. Em situações de deficiência, a recomendação é consultar um médico e usar suplementos apenas por períodos curtos, sob supervisão.
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