A terapia musical gratuita está ajudando na reabilitação de pacientes com demência nos Estados Unidos. No Lincoln Center Moments, em Manhattan, um programa atende pessoas com sintomas da doença, promovendo apresentações ao vivo com músicos convidados. A iniciativa busca manter pacientes ativos e conectados com a memória afetiva.
Rob Kaufman, hoje com 73 anos, sofreu uma lesão cerebral traumática após uma queda que o levou a desmaiar. Ele ficou em coma induzido e seguiu para a UTI por cerca de um mês. Em seguida, realizou nove semanas de reabilitação, incluindo fonoaudiologia, e hoje enfrenta perda de memória de curto prazo.
O casal Ellen e Rob participa assiduamente das sessões. Ela relata que o programa surgiu como uma ponte para a vida cotidiana após a lesão. A música também é vista como forma de manter o marido engajado e ativo, em meio a mudanças na rotina.
O que acontece no Lincoln Center Moments
O programa oferece concertos gratuitos voltados a pessoas com demência. A cada apresentação, músicos interagem com o público, estimulando memória, comunicação e socialização. Em comemoração ao décimo aniversário, houve uma performance com o Quarteto de Cordas Calidore.
A temporada encerrou com plateia de cerca de cem pessoas, incluindo familiares que acompanharam as performances. Uma espectadora simulou reger a orquestra, enquanto outra pessoa acompanhava com batidas no braço da cuidadora, em clima de participação compartilhada.
Por que a iniciativa é relevante
A iniciativa busca permitir que idosos “envelheçam em casa” mesmo em uma cidade agitada e, segundo Hoffner, oferece recursos que ajudam na qualidade de vida. Para Rob Kaufman, os concertos ajudaram a ampliar a visão dele sobre a própria vida.
Ellen Kaufman afirma que a disponibilidade de atividades assim faz diferença para famílias que lidam com a demência. Ela destaca o suporte emocional e a continuidade de participação social como benefícios observados.
Conexão entre memória, música e comunidade
Com intervenções musicais, pacientes mantêm estímulos cognitivos e emocionais. A experiência no Lincoln Center mostra como a criatividade pode compor um cuidado complementar à reabilitação clínica, integrando pacientes, cuidadores e voluntários.
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