No Distrito Federal, as temperaturas ficaram entre as mais baixas do ano até agora, com média de 11,5°C nas madrugadas da primeira semana de junho. O frio veio acompanhado de seca, elevando problemas respiratórios, irritação ocular e ressecamento da pele. Pets também sofrem com a queda de umidade e a sensação térmica.
Especialistas alertam que mesmo raças peludas sentem o frio. Gatos persas no Plano Piloto mostram maior proximidade aos tutores durante a friagem. O comportamento inclui ficar junto de pessoas, evitar o chão frio e buscar locais aquecidos como camas e sofás.
O que mudou no comportamento dos pets
Para a veterinária Agda Pavan, sinais de frio em cães incluem orelhas e patas geladas, gengivas pálidas e, em filhotes e idosos, letargia. Nos gatos, é preciso ficar atento, pois eles costumam esconder o desconforto. Caso haja falta de tremor e prostração, urgentemente procure atendimento.
Doenças oportunistas e impacto no sistema imune
Durante o período frio, vírus e bactérias circulam com mais facilidade, elevando o risco de doenças em cães e gatos. A ingestão de água diminui, enquanto o gasto energético aumenta, o que pode reduzir a resposta imune. Donos devem monitorar sinais de gripes em pets, como secreção ocular e nasal, tosse seca e apetite menor.
Cuidados gerais para proteger os pets
Ações simples ajudam a reduzir impactos: cobertores e mantas para aquecer, água morna e maior regularidade na hidratação, além de menos banhos e tosas. Evitar passeios em horários ventosos também é recomendado, assim como o uso de roupas para animais mais desprotegidos.
Atenção aos abrigos e aos animais de rua
Animais de pequeno porte, idosos, filhotes e pets abandonados ficam mais vulneráveis. Em 2024, estimativas apontaram entre 1,5 e 1,7 milhão de animais que vivem nas ruas, segundo a CBPA. A Secretaria de Proteção Animal informou a ausência de ações específicas para vulneráveis no frio.
Ações de acolhimento e desafios logísticos
ONGs relatam que precisam reforçar casinhas com mantas, oferecer suplementos alimentares e reduzir o estresse dessas equipes. O aquecimento interno e as bolsas de água quente podem trazer riscos, como queimaduras e acidentes com motores de carros. Abrigos seguem com superlotação típica do período.
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