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Como proteger os pets do frio: dicas para o inverno

Frio atinge o Distrito Federal, com média de 11,5°C; cães e gatos precisam de abrigo, água morna e cuidados para evitar complicações de saúde

Animal do Abrigo Flora e Fauna à espera de ser adotado - (crédito: Reprodução/ Instagram (@abrigofloraefauna))
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No Distrito Federal, as temperaturas ficaram entre as mais baixas do ano até agora, com média de 11,5°C nas madrugadas da primeira semana de junho. O frio veio acompanhado de seca, elevando problemas respiratórios, irritação ocular e ressecamento da pele. Pets também sofrem com a queda de umidade e a sensação térmica.

Especialistas alertam que mesmo raças peludas sentem o frio. Gatos persas no Plano Piloto mostram maior proximidade aos tutores durante a friagem. O comportamento inclui ficar junto de pessoas, evitar o chão frio e buscar locais aquecidos como camas e sofás.

O que mudou no comportamento dos pets

Para a veterinária Agda Pavan, sinais de frio em cães incluem orelhas e patas geladas, gengivas pálidas e, em filhotes e idosos, letargia. Nos gatos, é preciso ficar atento, pois eles costumam esconder o desconforto. Caso haja falta de tremor e prostração, urgentemente procure atendimento.

Doenças oportunistas e impacto no sistema imune

Durante o período frio, vírus e bactérias circulam com mais facilidade, elevando o risco de doenças em cães e gatos. A ingestão de água diminui, enquanto o gasto energético aumenta, o que pode reduzir a resposta imune. Donos devem monitorar sinais de gripes em pets, como secreção ocular e nasal, tosse seca e apetite menor.

Cuidados gerais para proteger os pets

Ações simples ajudam a reduzir impactos: cobertores e mantas para aquecer, água morna e maior regularidade na hidratação, além de menos banhos e tosas. Evitar passeios em horários ventosos também é recomendado, assim como o uso de roupas para animais mais desprotegidos.

Atenção aos abrigos e aos animais de rua

Animais de pequeno porte, idosos, filhotes e pets abandonados ficam mais vulneráveis. Em 2024, estimativas apontaram entre 1,5 e 1,7 milhão de animais que vivem nas ruas, segundo a CBPA. A Secretaria de Proteção Animal informou a ausência de ações específicas para vulneráveis no frio.

Ações de acolhimento e desafios logísticos

ONGs relatam que precisam reforçar casinhas com mantas, oferecer suplementos alimentares e reduzir o estresse dessas equipes. O aquecimento interno e as bolsas de água quente podem trazer riscos, como queimaduras e acidentes com motores de carros. Abrigos seguem com superlotação típica do período.

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