O estudo conjunto da Fiocruz e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação aponta que, de 2000 a 2019, ocorreram cerca de 120 mil mortes adicionais associadas a ondas de calor no Brasil. O cálculo envolve óbitos por doenças cardiovasculares e respiratórias.
A pesquisa estima uma média de 6.000 óbitos evitáveis por ano ligados a altas temperaturas. O relatório compara esse número com os 42 mil homicídios ocorridos em 2024, para medir a dimensão relativa dos impactos da crise climática.
O estudo enfatiza que os efeitos das ondas de calor já se manifestam há décadas, não sendo um problema futuro. O material integra a série de evidências sobre como o aquecimento global afeta a saúde pública e o funcionamento do SUS.
Contexto da pesquisa e impactos no SUS
AFiocruz com o MCTI analisam mortalidade relacionada a calor extremo, com foco em padrões de morbidade. O relatório destaca que desmatamento e emissões são fatores que ampliam eventos de calor, pressionando serviços de saúde.
Segundo os pesquisadores, os impactos vão além da contagem de óbitos, afetando internações, gastos hospitalares e demanda por cuidados críticos. A previsão de El Niño muito forte aumenta a necessidade de planejamento estratégico.
O estudo ressalta a necessidade de políticas públicas para reduzir emissões e reforçar adaptação da população e da infraestrutura. A hipótese é de que ações efetivas podem minimizar mortes adicionais por ondas de calor.
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