Adoçantes artificiais podem influenciar a microbiota intestinal e alterar a comunicação entre intestino e cérebro. Pesquisas recentes apontam que substâncias como sucralose e sacarina podem modificar a composição bacteriana e a forma como o intestino sinaliza ao cérebro, afetando apetite e saciedade.
O trato gastrointestinal também reage a sabores doces. Receptores presentes no intestino ajudam a regular hormônios do metabolismo; quando usados adoçantes, o padrão pode diferir do observado com açúcar, gerando mensagens hormonais distintas.
A microbiota é tratada como um órgão metabólico. Revisão publicada em 2025, liderada por Roberto Coccurello, sugere que alguns adoçantes promovem disbiose, reduzindo microrganismos saudáveis e alterando compostos de comunicação com o cérebro.
Pesquisas em 2025 investigaram como adoçantes não calóricos afetam regiões do cérebro ligadas ao apetite. Resultados indicam respostas diferentes das geradas pelo açúcar, o que pode influenciar fome e desejo por doces.
A Organização Mundial da Saúde recomenda cautela no uso de adoçantes para perda de peso a longo prazo. Evidências não mostram benefícios consistentes, e efeitos variam conforme o tipo de adoçante, dose e microbiota do indivíduo.
Estudos recentes apontam resultados variados. Parte da pesquisa aponta alterações na microbiota, enquanto outros indicam efeitos neutros ou benéficos em contextos específicos, especialmente quando a alimentação é equilibrada.
Em estudo SWEET, divulgado pela Nature Metabolism em 2025, houve mudanças na microbiota sem indicar riscos de segurança em pessoas com sobrepeso que substituíram parte do açúcar por adoçantes dentro de uma dieta equilibrada.
Entre na conversa da comunidade