O surto de ebola na República Democrática do Congo atingiu números sem precedentes no primeiro mês, com mais de 1.000 pessoas infectadas e 267 mortes. A atualização foi divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em coletiva realizada em Genebra, nesta terça-feira.
O organismo classifica o momento como o maior volume de casos confirmados para um primeiro mês entre os surtos já registrados. O rápido avanço da doença para áreas urbanas é apontado como principal fator para o acréscimo.
O surto envolve a cepa Bundibugyo e foi detectado com atraso. Especialistas destacam que o vírus já circulava há meses antes de ser declarado como surto em 15 de maio, o que atrasou ações locais e internacionais.
Parte da gravidade vem do registro de casos iniciais em centros urbanos como Bunia e Mongbwalu, áreas com atividade mineradora. Em surtos anteriores, a dinâmica foi mais rural, com encerramento mais rápido.
Avanços na resposta e cenário atual
As autoridades da OMS relatam sinais de melhoria na capacidade de tratamento, com leitos para Ebola excedendo 500 nas últimas duas semanas. A ampliação da infraestrutura hospitalar é citada como fator positivo.
A resistência comunitária às equipes de combate também vem sendo observada, porém indicações de queda nesse entrave aparecem conforme comunidades passam a compreender melhor os riscos. Técnicas de comunicação têm contribuído nesse sentido.
Além disso, as avaliações indicam que o apoio local a medidas de proteção está crescendo, com mais comunidades requisitando recursos para se proteger durante o surto. A OMS mantém monitoramento contínuo da evolução epidemiológica.
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