A maioria das dores de garganta é de origem viral, mas sinais ajudam a identificar suspeita de infecção bacteriana. Em muitos casos, a garganta inflamada com pontos esbranquiçados não requer antibiótico e pode ter resolução apenas com cuidado.
Os pontos brancos nas amígdalas nem sempre indicam bactéria. Podem ser acúmulo de fibrina, células de defesa e restos inflamatórios durante a resposta imune. Doença viral, como a causada por adenovírus e rinovírus, pode apresentar esse aspecto.
Também há casos de mononucleose infecciosa, causada pelo vírus Epstein-Barr, que pode produzir placas na garganta e confundir o diagnóstico visual. A avaliação clínica continua essencial para orientar o tratamento adequado.
Critérios de Centor e avaliação clínica
A bactéria mais associada a faringites é o Streptococcus pyogenes. Critérios de Centor ajudam a avaliar probabilidade de infecção bacteriana, considerando febre alta, ausência de tosse, placas nas amígdalas e gânglios doloridos no pescoço.
Quanto mais critérios presentes, maior a chance de infecção bacteriana e maior a necessidade de avaliação médica. Sintomas virais costumam incluir dor leve a moderada, tosse, coriza e febre baixa ou ausente.
O tratamento independe da aparência da garganta. Em faringites virais, o foco é alívio dos sintomas com pastilhas, hidratação e repouso. Antibióticos devem ser usados apenas quando há confirmação ou forte suspeita de bactéria.
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