O câncer de bexiga deve registrar cerca de 13 mil novos casos por ano no Brasil, segundo estimativas do INCA. A doença se desenvolve nas células que recobrem o interior da bexiga, órgão que armazena a urina. Durante o Julho Roxo, campanha de conscientização, enfatizam-se fatores de risco e a identificação precoce de sinais de alerta.
Embora possa afetar homens e mulheres, a doença é mais comum no sexo masculino, devido à maior exposição histórica ao tabagismo e a substâncias químicas no ambiente de trabalho. Em homens com próstata aumentada, a retenção urinária pode prolongar o contato entre a urina e o revestimento da bexiga.
Entre as mulheres, o diagnóstico tende a ocorrer mais tardiamente, já que sangue na urina é comummente atribuído a infecção. O oncologista Dr. Matheus Maciel Baptista destaca que o reconhecimento precoce amplia opções de tratamento e preservação da bexiga.
O principal sinal é sangue na urina, presente em cerca de 80% a 90% dos pacientes. O sangramento pode ocorrer sem dor, aparecer e sumir ao longo de semanas ou meses, o que pode levar à subvalorização do sintoma. Outros avisos incluem frequência urinária aumentada e dor ao urinar.
Embora sinais semelhantes apareçam em infecções urinárias, cálculos ou hiperplasia prostática, esses casos costumam ser transitórios. Já o câncer tende a apresentar sintomas persistentes ou recorrentes, exigindo avaliação clínica, exames de urina, de imagem e, principalmente, cistoscopia para visualização da bexiga.
Sinais de alerta
A cistoscopia permite confirmar a presença de lesão e coletar material para diagnóstico. A confirmação prática orienta a definição da estratégia terapêutica e o encaminhamento ao tratamento adequado.
Tratamento e evolução
O tratamento depende do estágio. Tumores restritos ao revestimento interno costumam permitir abordagem minimamente invasiva com medicações aplicadas diretamente na bexiga, preservando o órgão na maioria dos casos. Em estágios mais avançados, surgem opções mais complexas.
A imunoterapia e os conjugados anticorpo-droga passaram a integrar o manejo, com mira nas células tumorais, reduzindo dano a células saudáveis. Avanços em medicina personalizada e cirurgia robótica também ampliam as possibilidades terapêuticas.
Atenção ao tempo é crucial: diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento simples e preservação da bexiga. Informar-se sobre fatores de risco e mudanças urinárias persistentes pode acelerar a avaliação médica e ampliar as opções de cura.
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