Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Julho Roxo: sinais de alerta do câncer de bexiga

Durante o Julho Roxo, reconhecer sinais precoces do câncer de bexiga pode ampliar as chances de cura e preservar a bexiga

Estar atento aos sinais do organismo pode ajudar a descobrir o câncer de bexiga antes que ele avance
0:00
Carregando...
0:00

O câncer de bexiga deve registrar cerca de 13 mil novos casos por ano no Brasil, segundo estimativas do INCA. A doença se desenvolve nas células que recobrem o interior da bexiga, órgão que armazena a urina. Durante o Julho Roxo, campanha de conscientização, enfatizam-se fatores de risco e a identificação precoce de sinais de alerta.

Embora possa afetar homens e mulheres, a doença é mais comum no sexo masculino, devido à maior exposição histórica ao tabagismo e a substâncias químicas no ambiente de trabalho. Em homens com próstata aumentada, a retenção urinária pode prolongar o contato entre a urina e o revestimento da bexiga.

Entre as mulheres, o diagnóstico tende a ocorrer mais tardiamente, já que sangue na urina é comummente atribuído a infecção. O oncologista Dr. Matheus Maciel Baptista destaca que o reconhecimento precoce amplia opções de tratamento e preservação da bexiga.

O principal sinal é sangue na urina, presente em cerca de 80% a 90% dos pacientes. O sangramento pode ocorrer sem dor, aparecer e sumir ao longo de semanas ou meses, o que pode levar à subvalorização do sintoma. Outros avisos incluem frequência urinária aumentada e dor ao urinar.

Embora sinais semelhantes apareçam em infecções urinárias, cálculos ou hiperplasia prostática, esses casos costumam ser transitórios. Já o câncer tende a apresentar sintomas persistentes ou recorrentes, exigindo avaliação clínica, exames de urina, de imagem e, principalmente, cistoscopia para visualização da bexiga.

Sinais de alerta

A cistoscopia permite confirmar a presença de lesão e coletar material para diagnóstico. A confirmação prática orienta a definição da estratégia terapêutica e o encaminhamento ao tratamento adequado.

Tratamento e evolução

O tratamento depende do estágio. Tumores restritos ao revestimento interno costumam permitir abordagem minimamente invasiva com medicações aplicadas diretamente na bexiga, preservando o órgão na maioria dos casos. Em estágios mais avançados, surgem opções mais complexas.

A imunoterapia e os conjugados anticorpo-droga passaram a integrar o manejo, com mira nas células tumorais, reduzindo dano a células saudáveis. Avanços em medicina personalizada e cirurgia robótica também ampliam as possibilidades terapêuticas.

Atenção ao tempo é crucial: diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento simples e preservação da bexiga. Informar-se sobre fatores de risco e mudanças urinárias persistentes pode acelerar a avaliação médica e ampliar as opções de cura.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais