O El Niño voltará a ganhar força e pode marcar o que especialistas chamam de um novo normal climático. Segundo a Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA, há 68% de probabilidade de o fenômeno ser “muito forte”. Cientistas dizem que pode ser o mais poderoso dos últimos 140 anos. No Brasil, o impacto esperado é de chuva acima da média na região Sul e estiagem nas áreas Norte e Nordeste, com aumento de temperatura em grande parte do país, especialmente entre novembro e janeiro.
Os sinais globais são preocupantes: há uma onda de calor recorde na Europa e temperaturas máximas já observadas nos oceanos. Os especialistas destacam que esses efeitos podem se intensificar conforme o El Niño se aprofunda. O tema é analisado com foco nas consequências para o território brasileiro, que deverá enfrentar variações climáticas acentuadas e eventos extremos com maior frequência.
No âmbito institucional, o governo federal anunciou um pacote de quase R$ 10 bilhões para enfrentar áreas vulneráveis e lançou um sistema nacional de alerta. A medida pretende ampliar a capacidade de resposta a enchentes, secas e outros fenômenos associados ao fenômeno.
Entrevistas e perspectivas
Carlos Nobre, climatologista e pesquisador Sênior da USP, aborda quem precisa agir para enfrentar o desafio climático e quais estratégias são necessárias. Lincoln Muniz Alves, pesquisador do INPE e coordenador-geral do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, detalha como o El Niño deve impactar o Brasil em diferentes regiões e períodos.
Contexto e próximos passos
O episódio reúne análises sobre a dinâmica do El Niño, as projeções para os próximos meses e as implicações para políticas públicas de adaptação. A conversa também aborda o papel da ciência na formulação de respostas rápidas a eventos climáticos extremos. O podcast O Assunto é produzido por uma equipe de jornalistas, com apresentação de Natuza Nery.
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