Peretz Capelhuchnik, referência na coloproctologia brasileira, faleceu aos 100 anos em 25 de junho. Reconhecido pelo rigor técnico, conduziu procedimentos com humor para acalmar equipes no centro cirúrgico da Santa Casa de São Paulo. Sua marca: a tesoura Excalibur, trazida da Inglaterra nos anos 1970.
Nascido em 1926, em Passo Fundo (RS), filho de refugiados judeus da Bessarábia, realizou o sonho da mãe de cursar medicina no Brasil. Formou-se pela Escola Paulista de Medicina em 1950 e foi pioneiro na especialidade no país.
Capelhuchnik ajudou a estruturar a coloproctologia na Santa Casa, criando a cadeira da área e institucionalizando serviços no hospital. Dirigiu a Sociedade Brasileira de Coloproctologia e orientou gerações de residentes ao longo de mais de 70 anos de carreira.
Ao lado da companheira Betty Capelhuchnik, que o auxiliou na pesquisa, o médico participou de congressos e viagens internacionais. O casal enfrentou juntos a perda do filho Newton, em 1995, e seguiu atuando ativamente na comunidade médica e judaica de São Paulo.
Viúvo desde 2023, Peretz dedicou o centenário de vida à esposa, completado em março de 2026. Deixou o filho Arthur, noras Norma e Ruth, netas Ana e Laura, além de uma geração de cirurgiões formados sob sua orientação.
Entre na conversa da comunidade