Uma pesquisa do Sebrae analisou a transformação digital em pequenos negócios no ano de 2026, observando principalmente fatores relacionados à inteligência artificial, que vêm se tornando cada vez mais comuns em empresas, e o uso de tecnologias como um todo. Inteligência Artificial cada vez mais presente, principalmente em tarefas de apoio Sobre o uso da […]
Uma pesquisa do Sebrae analisou a transformação digital em pequenos negócios no ano de 2026, observando principalmente fatores relacionados à inteligência artificial, que vêm se tornando cada vez mais comuns em empresas, e o uso de tecnologias como um todo.
Inteligência Artificial cada vez mais presente, principalmente em tarefas de apoio
Sobre o uso da ferramenta, 52% dos de empreendedores de pequenos negócios utilizaram IA em alguma parte do trabalho ao menos duas semanas antes da pesquisa. Além disso, 60% dos empresários brasileiros disseram que pretendem começar a usar ou ampliar o uso da tecnologia nos seis meses seguintes.
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Outro questionamento que se vê importante quando se fala de IA no trabalho é como ela é utilizada. Uma das perguntas apresentadas aos entrevistados foi o que os empresários querem automatizar e o que eles querem manter humano.
Na área designada para a tecnologia, os empresários responderam que preferem sua utilização para perguntas frequentes, agendamentos, informações básicas e solicitação simples. Já a mão de obra humana fica com trabalhos relacionados a relacionamento, casos complexos, personalização e negociação com clientes.
Outros dados reforçam que a IA está sendo utilizada principalmente como ferramenta de apoio. O uso mais citado foi o aprimoramento de tarefas que já eram realizadas pelos funcionários, apontado por 28% dos entrevistados, enquanto outros 19% afirmaram que passaram a desempenhar novas funções com a ajuda da tecnologia. Nos casos em que a Inteligência Artificial substituiu atividades realizadas anteriormente por trabalhadores, 55% dos empresários disseram que a mudança ficou restrita a um pequeno número de tarefas específicas.
Ferramentas de IA alteram ambientes e fluxos de trabalho
A adoção da tecnologia também provocou alterações na organização das empresas, isso pode ser visto pelo número de funcionários. 90% das empresas não alteraram a mão de obra por causa da IA meses anteriores à pesquisa, enquanto outros 5% reduziram vagas de trabalho e 3% aumentaram as contratações devido a seu uso. Dentro da cadeia de trabalho, 46% dos negócios precisaram criar novos fluxos de trabalho para incorporar a inteligência artificial, enquanto 33% disseram não ter realizado mudanças na estrutura.
O uso da ferramenta chegou a 61% entre as empresas de pequeno porte e a 62% nos negócios do setor de serviços, tendo uma adoção maior entre os empreendedores mais jovens: 78% daqueles com idade entre 18 e 29 anos utilizaram a tecnologia, enquanto entre empresários com pós-graduação, o percentual foi de 75%.
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Mas nem todos pretendem incluir a tecnologia em seu ambiente de trabalho. Entre os entrevistados que não pretendiam adotar IA nos seis meses seguintes, 38% apontaram como principal obstáculo a falta de conhecimento sobre as possibilidades da tecnologia.
Trabalhador brasileiro está mais digitalizado
A digitalização dos brasileiros também entrou em pauta, analisando tecnologias mais simples do que a inteligência artificial. O levantamento mostra que 75% utilizam computador no cotidiano da empresa, 5% maior do que o percentual registrado em 2022. O uso chega a 95% entre as empresas de pequeno porte, a 77% no comércio e a 77% na Região Sudeste.
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O acesso à internet alcança 94% dos empresários, com o celular sendo o principal meio de conexão e administração das atividades, utilizado por 81% dos entrevistados, enquanto o computador aparece com 68% e o tablet, com 25%. No setor de serviços, 94% dos negócios têm acesso à rede e entre as empresas com 50 funcionários ou mais, a conexão chega até 100%.
Junto disso também cresce a capacitação digital, com mais da metade dos empreendedores, 54%, afirmando já terem realizado algum curso pela internet. Em 2018, antes da pandemia, o percentual era de 33%.
Modelo de trabalho presencial divide ainda mais espaço com híbrido e home office
Em outra pesquisa, realizada pelo Sebrae em parceria com a FGV e o Google, a digitalização entre em pauta ao mencionar os modelos de trabalho híbridos (aquele em que o empregado alterna entre exercer sua função de sua casa e no ambiente de trabalho) e home office (trabalho feito totalmente dentro da própria casa do empregado).
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Entre os pequenos negócios, 42,7% operavam apenas em ponto físico, 38,5% combinavam atendimento físico e on-line e 11,8% funcionavam exclusivamente on-line e 7% responderam “não sei” ou “não se aplica”. Entre os MEIs, 43,1% trabalhavam presencialmente, 31,3% adotavam o modelo híbrido, 17,3% funcionavam somente on-line e 8,3% não souberam responder ou disseram que a questão não se aplicava. Nas micro e pequenas empresas, o modelo híbrido liderava, com 50,1%, seguido pelo presencial, com 42,1%, e o exclusivamente on-line, com 3%, e por “não sei/não se aplica”, com 4,8%.
Por setor, o modelo exclusivamente presencial alcançava 50,2% na indústria, 41,9% no comércio e 39,7% nos serviços. O formato híbrido era utilizado por 29,4% das indústrias, 42,8% dos estabelecimentos comerciais e 40,2% das empresas de serviços. Já o home office chegava a 13,9% na indústria, 11,8% no comércio e 10,7% nos serviços.
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