A União Europeia cobrou da Meta novas medidas de proteção para adolescentes no Facebook e no Instagram. O bloco quer restringir mecanismos que podem estimular o uso compulsivo das plataformas. A pressão ocorre após a empresa aceitar controles semelhantes em alguns estados norte-americanos. As medidas limitam o tempo que os jovens podem permanecer nas redes […]
A União Europeia cobrou da Meta novas medidas de proteção para adolescentes no Facebook e no Instagram. O bloco quer restringir mecanismos que podem estimular o uso compulsivo das plataformas.
A pressão ocorre após a empresa aceitar controles semelhantes em alguns estados norte-americanos. As medidas limitam o tempo que os jovens podem permanecer nas redes sociais.
Comissão Europeia aponta violação de lei
No mês passado, a Comissão Europeia concluiu que a Meta violou a Lei de Serviços Digitais (DSA). A norma regulamenta a atuação das grandes empresas de tecnologia na União Europeia.
Por isso, o bloco determinou que a Meta apresente soluções para tornar suas plataformas mais seguras para menores de idade.
O porta-voz da Comissão Europeia, Thomas Regnier, afirmou que a UE retomou as conversas com a empresa após o acordo nos Estados Unidos.
“A Meta sabe o que esperamos dela. Agora cabe à empresa assumir esses compromissos na União Europeia para proteger também nossas crianças”, declarou.
Recursos podem estimular uso compulsivo
Segundo a União Europeia, alguns recursos do Facebook e do Instagram representam riscos para crianças e adolescentes. Entre eles estão a rolagem infinita, a reprodução automática de vídeos e o conteúdo altamente personalizado.
Além disso, o bloco fez uma advertência semelhante ao TikTok em fevereiro. A medida também tratou dos efeitos provocados por mecanismos capazes de prolongar o uso da plataforma.
A Meta, por sua vez, afirmou que discorda das conclusões da União Europeia. No entanto, a empresa disse que participará das discussões de forma “construtiva”.
Meta pode receber multa bilionária
Caso a resposta da Meta seja considerada insuficiente, a União Europeia poderá aplicar uma multa. A punição pode chegar a 6% do faturamento anual global da empresa.
Nos Estados Unidos, a Meta aceitou pagar até US$ 16,7 bilhões a uma coalizão de estados. O valor equivale a cerca de R$ 86,2 bilhões.
Além do pagamento, a empresa concordou em limitar o uso do Facebook e do Instagram por adolescentes. As medidas incluem um bloqueio automático durante a noite e o limite diário de duas horas nos aplicativos.
Entre na conversa da comunidade