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Conheça a Instinct, IA bilionária criada por jovem de 23 anos

Proposta do assistente é ter mais autonomia e conhecimento do usuário, podendo acessar e-mails e mensagens

Noah Shinn
Noah Shinn, de 23 anos, é o responsável por trás da IA milionária Instinct (Créditos: Reprodução/Linkedin

A Instinct, assistente pessoal de inteligência artificial criado pelo pesquisador Noah Shinn, tornou-se em poucos meses uma das startups de IA mais valorizadas dos Estados Unidos.

A empresa, que ainda opera com acesso limitado, aposta em um agente capaz de usar computador, telefone e serviços digitais no lugar do usuário. Em agosto, investidores passaram a considerar que a empresa valia cerca de US$ 2,5 bilhões. Poucas semanas depois, a Instinct começou a discutir uma nova rodada de investimentos que poderia elevar esse valor para cerca de US$ 10 bilhões.

Ia criada por desenvolvedor de 23 anos aposta em maior contato com o usuário

Diferentemente de um chatbot tradicional, a Instinct se apresenta como um agente pessoal autônomo. O sistema pode acessar, mediante autorização, informações de e-mail, mensagens, aplicativos, localização, tela e áudio para entender o contexto do usuário e executar tarefas.

A proposta é fazer com que a IA não apenas responda a perguntas, mas também planeje e realize ações, como organizar compromissos, enviar mensagens, fazer ligações, contratar serviços e realizar compras.

Por trás do projeto está Noah Shinn, pesquisador de 23 anos que já trabalhava com agentes de IA antes de fundar a empresa. Em 2023, ele foi o principal autor do estudo “Reflexion”, apresentado na NeurIPS, uma das principais conferências mundiais de IA, que investigou como agentes baseados em modelos de linguagem poderiam aprender com erros por meio de reflexões armazenadas em memória.

Shinn também trabalhou na Sierra e participou do desenvolvimento do τ-bench, benchmark voltado a avaliar agentes capazes de conversar com usuários, seguir regras e operar ferramentas externas.

Empresa pode ficar 200 vezes mais valiosa do que em sua primeira rodada de investimentos

A empresa que opera o serviço, é a Spear Street Technology, que foi registrada na Califórnia em abril de 2026, segundo documentos corporativos consultados pela Forbes. Em uma primeira rodada de investimentos liderada pela Conviction, a empresa foi avaliada em cerca de US$ 50 milhões, com a Greenoaks também entre os primeiros investidores.

Depois, no início de agosto, a Instinct recebeu US$ 75 milhões em uma nova rodada liderada pela Kleiner Perkins. Com esse investimento, o valor atribuído à empresa passou de US$ 500 milhões.

A escalada ganhou outra dimensão poucas semanas depois, em 26 de agosto, quando o Wall Street Journal informou que a Instinct havia recebido mais US$ 250 milhões de investidores em uma outra rodada. Depois disso, a empresa passou a ser avaliada em US$ 2,5 bilhões.

O crescimento da avaliação aconteceu enquanto o produto ainda estava em fase de expansão de sua base de usuários. Em setembro, o The Information informou, citando uma pessoa com conhecimento da empresa, que a Instinct já havia ultrapassado 100 mil usuários. O serviço continuava com acesso por convite e, segundo a publicação, enfrentava limitações de capacidade computacional devido ao crescimento da demanda.

Em setembro, o jornal revelou que Shinn buscava receber mais US$ 1 bilhão de investidores, em meio à necessidade de ampliar a capacidade computacional da Instinct. Dias depois, foi informado que a empresa já negociava esse novo investimento considerando um valor de cerca de US$ 10 bilhões para a companhia.

Se confirmado, isso significaria que a Instinct passaria a ser considerada quatro vezes mais valiosa do que em agosto, quando foi avaliada em US$ 2,5 bilhões, e cerca de 200 vezes mais valiosa do que na primeira avaliação de US$ 50 milhões relatada pela Forbes.

Porém, ainda há poucas informações sobre a tecnologia por trás dessa expansão. A Instinct afirma ter um modelo principal treinado para compreender nuances da vida cotidiana, mas seus próprios termos informam que o serviço também utiliza grandes modelos de linguagem de terceiros, sem revelar quais são.

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