- O diretor Craig Gillespie concedeu entrevista à VEJA para falar da nova versão de Supergirl, com Kara Zor-El aos 23 anos, destacando uma protagonista sem sexualização e com tom ambíguo.
- O filme apresenta uma heroína rebelde, temperamental e imperfeita, que lida com traumas, a perda dos pais e a destruição do planeta natal, tendo como companhia o cachorro Krypto.
- Millie Alcock foi escolhida para o papel; Gillespie elogia a atriz por ter rosto novo, facilidade para transitar entre drama e comédia e por ser naturalmente descolada.
- Alcock precisou aprender idiomas fictícios, especialmente o kryptoniano, com o apoio de uma preparadora de dialeto; houve gravação de uma cena de cerca de quatro páginas com David Krumholtz.
- James Gunn defende liberdade criativa total para os filmes do universo, e Gillespie afirma que o projeto funciona como uma tela em branco, sem se vincular a outros títulos.
Craig Gillespie concedeu uma entrevista à VEJA para falar sobre a nova versão da personagem-título em Supergirl. O filme estreia nesta semana e traz Kara Zor-El em uma leitura ambígua, rebelde e menos moldada por estereótipos de heroína. O diretor descreve a proposta como contracultural e focada na humanidade da protagonista.
Gillespie ressalta que a Supergirl apresentada não é sexualizada nem passa por padrões de maquiagem ou cabelo. A personagem é retratada como uma jovem de 23 anos, descolada e marcada por traumas, que enfrenta desafios sem seguir códigos morais rígidos. O cachorro Krypto acompanha a heroína na jornada inicial.
O cineasta compara a personagem a suas produções anteriores, citando Eu, Tonya e Cruella como referências de estilo e de olhar para figuras femininas subversivas. Segundo ele, a história permite explorar falhas e vulnerabilidade sem abrir mão da ação.
Millie Alcock, escolhida para o papel, recebe elogios de Gillespie por ser rosto novo e por transitar entre drama e comédia com naturalidade. O ator que interpreta o pai de Kara, David Krumholtz, também aparece nas falas da atriz durante a produção, conforme o diretor.
A produção exigiu que Alcock aprendesse idiomas ficcionais, em especial o kryptoniano, com a ajuda de uma preparadora de dialeto. Gillespie destaca a atuação da jovem em uma cena de quatro páginas, gravada com Krumholtz, que demonstrou domínio emocional e fluência para a leitura.
James Gunn é citado pelo diretor ao tratar da liberdade criativa desejada para cada título do universo, sem dependência direta de obras em desenvolvimento. Segundo Gillespie, o filme funciona como uma tela em branco fora da Terra, com estilo próprio do roteirista e do ilustrador responsável.
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