O peixe-do-pimentão, famoso na região da Chesapeake Bay, quase tornou-se memória. Sua história começa com o cultivo quase exclusivo por afrodescendentes escravizados e termina com a redescoberta de sementes esquecidas em um freezer.
Em 1995, o historiador William Woys Weaver encontrou um frasco de sementes herdadas do avô. Ao entregar ao Seed Savers Exchange, a organização revitalizou a variedade e começou a oferecê-la ao público, inicialmente na região do Atlântico Médio.
Origens e quase extinção
A origem do peixe-do-pimentão é marcada pela ausência de registros dos criadores escravizados. Pesquisadores sugerem que o produto chegou a Maryland por meio de comerciantes haitianos no século XIX, integrando-se à culinária local.
Redescoberta e cultivo atual
Após a recuperação das sementes, o agricultor Denzel Mitchell passou a cultivá-las em Maryland. Em 2008, ao não encontrar as plantas, decidiu produzir a própria safra. Desde então, o cultivo se espalhou entre produtores de pequeno a médio porte.
Presença na culinária e uso
O peixe-do-pimentão ganhou espaço em feiras e mercados locais da região. Chefs de Baltimore passaram a incorporar a variedade em preparos de frutos do mar, conservas e condimentos, mantendo a tradição de uso em ensopados e molhos cremosos.
Hábito culinário e legado
A planta atinge cerca de 61 cm de altura, com folhas variegadas em prata e verde. Os pimentões começam brancos, ganham verde e terminam vermelhos, sem perder as faixas. O sabor intenso agrega calor gradual a pratos diversos.
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