O Santokki, novo espaço aberto na Vila Madalena, ganhou destaque há cerca de duas semanas. A casa pertence aos chefs que administram o De Primeira e o De Segunda, e surge cercada de hype. O empreendimento é apresentado como um “asiático sem regras”, em linguagem própria do perfil oficial.
Apesar do rótulo, o restaurante funciona mais como uma espécie de cosplay gastronômico. O cardápio vem com títulos em coreano e entrada com geladeira de soju, porém não entrega uma cozinha coreana autêntica. O conceito fica mais próximo de ambientação temática do que de identidade culinária definida.
Cardápio e preparos
Entre as opções, o bibimbap aparece como uma das poucas referências coreanas, com arroz, carne moída, kimchi, dashi e conservas em uma cumbuca; o molho tradicional é substituído por uma mistura de pimentas. A preparação é finalizada com maionese Kewpie e katsuobushi.
O ponto alto, segundo a casa, é o churrasco coreano servido à mesa em grelhas com carvão. O combo, com três cortes crus e acompanhamentos, sai por 168 reais, mas muitos itens chegam de forma morosa, com demora de preparo.
A guarnição inclui guioza de porco com chili oil, acrescida de amendoim e acelga. A porção ficou marcada por atrasos na entrega e pela mistura de temperos, que não agradou a todos os comensais.
A sobremesa é uma raspadinha com creme de iogurte, chocolate branco, jabuticaba e morango, servida em base de gelo triturado que derrete rapidamente. O conjunto do menu demonstra a mistura de referências que a casa utiliza para compor a experiência.
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