Os pterossauros, répteis alados que dominaram os céus do Brasil há centenas de milhões de anos, são tema do novo livro “Pterossauros do Brasil”, lançado pelo paleontólogo Luiz Eduardo Anelli. A obra, publicada pela Editora Peirópolis, destaca quatro espécies brasileiras e suas características únicas, além de abordar a importância da pré-história na educação.
Anelli explica que os pterossauros, frequentemente confundidos com dinossauros, são classificados como répteis arcossauros. Eles surgiram há cerca de 219 milhões de anos, no final do período triássico. Registros fósseis desses animais foram encontrados principalmente no Ceará e no Paraná, devido a fatores geológicos que preservaram seus restos em áreas específicas.
O paleontólogo menciona quatro espécies notáveis: duas do Ceará e duas do Paraná. Entre elas, o Caiuajara dobruskii, conhecido por sua crista imponente, e o Anhanguera piscator, um habilidoso pescador que habitava os mares do Ceará. Anelli ressalta que, embora pterossauros tenham voado por toda a América do Sul, muitos fósseis ainda permanecem enterrados em profundidades inacessíveis em outros estados.
Diferenças entre Pterossauros e Dinossauros
Anelli destaca que a distinção entre pterossauros e dinossauros se baseia em características anatômicas. Enquanto os dinossauros possuem três dedos nas mãos e vértebras soldadas na cintura, os pterossauros têm quatro dedos, sendo o quarto extremamente longo, essencial para a sustentação das asas. Essas diferenças evidenciam que ambos os grupos evoluíram de linhagens distintas.
O paleontólogo também explica que, apesar de ambos os grupos terem desenvolvido a capacidade de voar, as aves modernas são descendentes de dinossauros, não de pterossauros. A extinção dos pterossauros, ocorrida após o impacto de um meteoro, está relacionada ao seu tamanho e à necessidade de grandes quantidades de alimento, além de um tempo de reprodução mais longo.
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