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Judi Dench diz que perda de visão a impede de atuar

Atriz britânica de 91 anos, vencedora do Oscar, conta que não reconhece mais rostos e não consegue mais ler

Mulher idosa de cabelos brancos curtos e repicados, vestida de preto, com colar dourado de pingente em forma de gota e um xale de veludo preto com estampa de letras douradas sobre o ombro, olhando para o lado esquerdo diante de um fundo escuro.
Judi Dench convive com a degeneração macular há mais de uma década | Imagem de arquivo (Crédito: Raph_PH/Wikimedia Commons)

A atriz britânica Judi Dench, de 91 anos, afirmou que a perda de visão a impede de continuar trabalhando no teatro e no cinema. Em entrevista à Rádio BBC nesta quinta-feira (22), ela contou que convive há mais de dez anos com a degeneração macular.

“Não posso mais subir ao palco, não posso mais fazer peças, não posso mais fazer filmes, não consigo mais ler”, relatou. “Então, você tem que se adaptar a tudo isso, aceitar a situação e simplesmente seguir em frente, sem pensar muito nisso.”

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Dench disse ainda que já não consegue identificar rostos. Por isso, muitas vezes quase abraça desconhecidos, achando que se trata de pessoas próximas.

Ao longo de sete décadas de atuação no teatro, no cinema e na televisão, ela conquistou o reconhecimento da crítica e prêmios como o Oscar, o Tony e sete Olivier. Na franquia James Bond, viveu a personagem “M” em oito filmes.

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No repertório de Shakespeare, Dench interpretou papéis centrais como Julieta, Lady Macbeth e Cleópatra. Durante a entrevista, ela também falou da paixão pela obra poética do dramaturgo.

“Sou apaixonada pelos sonetos, simplesmente os adoro”, declarou. “A maneira como ele resumiu de forma tão simples o que qualquer um de nós sente em relação a, bem, qualquer coisa”, acrescentou.

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Ao fazer um balanço da trajetória, a atriz afirmou que se arriscou na escolha dos papéis e que interpretar nunca deixou de lhe causar medo.

“Para mim, é sempre assustador, mas isso faz parte”, disse. “É parte do que esse medo gera: uma energia que você pode aproveitar, usar essa energia.”

“É sempre um ‘trabalho em andamento’, sempre”, concluiu.

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