Os carros elétricos na América Latina alcançaram uma participação de mercado de 4% em 2024, com o Brasil liderando as vendas. A Costa Rica se destacou, atingindo 15%, superando países como Estados Unidos e Canadá. O crescimento é impulsionado por incentivos governamentais e pela presença de fabricantes chineses, como a BYD.
De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), as vendas de veículos elétricos em economias emergentes, incluindo a América Latina, quase dobraram, passando de 2,5% para 4%. Em 2024, as vendas na região aumentaram mais de 60% em relação ao ano anterior. O relatório prevê que a participação de mercado de carros elétricos na América Latina pode chegar a 13% até 2030.
O Brasil, com quase 125 mil unidades vendidas, mais que dobrou suas vendas em relação a 2023. A Costa Rica, no entanto, lidera em participação percentual, com 15%, seguida pelo Uruguai com 13% e pela Colômbia com 7,5%. A AIE atribui esse crescimento a incentivos como isenções fiscais e taxas de registro reduzidas.
Incentivos e Políticas Públicas
A diretora executiva da Associação de Mobilidade Elétrica da Costa Rica, Silvia Rojas, destacou que o sucesso do país é resultado de políticas públicas visionárias e do ativismo dos cidadãos. O setor privado também tem contribuído, diversificando a oferta de veículos e infraestrutura.
Além disso, a Organização Latino-Americana de Energia (Olade) aponta que a Costa Rica lidera em veículos eletrificados per capita, com 34,3 veículos por cada 10 mil habitantes. O Uruguai e o Brasil seguem na lista, com 17,4 e 7, respectivamente.
As vendas globais de carros elétricos ultrapassaram 17 milhões de unidades em 2023, com a AIE prevendo que esse número deve superar 20 milhões até 2025. O crescimento é impulsionado principalmente pela China, que representa 70% da produção global.
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