BJ Penn, ex-lutador do UFC e membro do Hall da Fama, foi detido pela terceira vez em menos de uma semana nesta sexta-feira (30) no Havaí. A nova prisão ocorreu após o lutador não comparecer a uma audiência judicial relacionada a acusações de agressão contra sua mãe, Lorraine Shin, de 79 anos. A Justiça do Havaí também rejeitou o pedido de medida protetiva de Penn contra a mãe e concedeu a ela uma ordem de restrição válida por seis meses.
A detenção mais recente, em 30 de maio, foi motivada pela ausência em uma audiência obrigatória. Penn alegou que não pôde comparecer devido a um diagnóstico de COVID-19, mas o tribunal não aceitou a justificativa. O juiz Jeffrey Ng negou o pedido de proteção do lutador, que alegava que sua mãe era uma “impostora” que teria assassinado sua família real para controlar o patrimônio. A ordem de restrição exige que Penn mantenha uma distância mínima de 30 metros de Lorraine e proíbe qualquer contato entre eles.
Relatos médicos apresentados ao tribunal indicam que Lorraine Shin pode sofrer de síndrome de Capgras, um distúrbio psiquiátrico raro que provoca a crença delirante de que familiares foram substituídos por sósias. Essa condição pode explicar as publicações frequentes de Penn nas redes sociais, nas quais ele acusa a mãe e seus irmãos de serem “atores” envolvidos em fraudes patrimoniais.
A primeira prisão de Penn ocorreu em 25 de maio, após um confronto físico com a mãe. Ele foi liberado após pagar fiança de US$ 2 mil. No dia seguinte, foi detido novamente por violar uma ordem de afastamento emitida após o incidente inicial. Documentos judiciais relatam que o lutador usou uma lanterna para ofuscar a visão da mãe e a empurrou contra um veículo quando ela tentava recuperar correspondência que ele supostamente havia furtado.
Entre na conversa da comunidade