A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) suspendeu temporariamente os registros patrimoniais de quatro imóveis do advogado Willer Tomaz, na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ). Entre eles está o terreno reivindicado pelo atacante brasileiro Richarlison, jogador do Tottenham.
A medida, que veio de uma representação administrativa da deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP), busca impedir possíveis transferências dos direitos de ocupação dos imóveis enquanto o órgão apura suspeitas de irregularidades nos procedimentos de regularização das áreas, que pertencem à União.
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A investigação administrativa inclui a transferência, em 2022, dos direitos de ocupação de um dos terrenos para a empresa WT Administração de Imóveis e Bens S.A. A SPU apura se a autorização foi concedida sem a verificação adequada das obrigações financeiras do ocupante perante a União e se todas as exigências legais foram cumpridas.
Isso porque o pedido de autorização para ocupar o terreno teria sido apresentado às 11h33 de 11 de julho de 2022 e aprovado às 13h13 do mesmo dia, em um intervalo de apenas 1h40.
O caso ganhou repercussão após Richarlison afirmar que investiu R$ 10 milhões na compra de uma mansão na ilha, em 2020, por meio de uma empresa da qual é sócio. O jogador acusa o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de ter se aliado a Tomaz para retirar dele os direitos sobre o imóvel. O parlamentar nega envolvimento na disputa.
Willer Tomaz, por sua vez, afirma que sua empresa adquiriu legalmente os direitos de ocupação da área. Segundo o advogado, Richarlison negociou com posseiros que não eram os legítimos proprietários e a empresa ligada ao jogador sofreu derrotas na Justiça.
Tomaz é amigo de Flávio Bolsonaro e também é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas de lavagem de dinheiro.
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