Giovanni Bombardieri, procurador italiano, liderou a Operação Mafiusi, que revelou novas rotas de tráfico de drogas e métodos de pagamento com criptomoedas, em colaboração com a Justiça brasileira. A operação foi desencadeada após a cooperação com Vincenzo Pasquino, um membro da ‘Ndrangheta preso na Paraíba em 2021.
Bombardieri, que atua no combate à ‘Ndrangheta há 17 anos, destacou a importância da colaboração internacional no combate ao crime organizado. A operação, que também é conhecida como Samba na Itália, resultou em investigações que revelaram conexões entre a máfia calabresa e o Primeiro Comando da Capital (PCC) no Brasil.
Durante o 2.º Seminário Internacional de Segurança Pública, realizado em São Paulo, Bombardieri compartilhou detalhes sobre como a ‘Ndrangheta se adaptou ao uso de criptomoedas para facilitar transações no tráfico de drogas. Ele mencionou que a organização já havia tentado negociar pagamentos em criptomoedas com colombianos, mas estes preferiam dinheiro em espécie.
A ‘Ndrangheta, considerada a máfia mais poderosa da Itália, tem uma estrutura familiar que dificulta colaborações judiciais. No entanto, Bombardieri observou um aumento no número de colaboradores dispostos a depor contra a organização. Ele explicou que a máfia se infiltrou em diversos setores, incluindo turismo e saúde, e investe em atividades que geram lucro, como jogos de azar e tráfico de drogas.
A operação Mafiusi também destacou a importância da cooperação entre as autoridades judiciárias da Itália e do Brasil, permitindo a reconstrução de rotas de tráfico e métodos de pagamento. Bombardieri enfatizou que a colaboração internacional é crucial para desmantelar redes criminosas que operam em múltiplos países.
Entre na conversa da comunidade