O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, reafirmou sua popularidade de 85% em um discurso recente, desconsiderando críticas internacionais que o rotulam como “ditador”. Bukele, que inicia seu sétimo ano no poder, tem sido alvo de acusações de autoritarismo, mas mantém altos índices de aprovação.
Durante seu discurso, Bukele atacou jornalistas e organizações de direitos humanos, afirmando que prefere ser chamado de ditador a ver cidadãos assassinados nas ruas. Ele justificou a nova “Lei de Agentes Estrangeiros”, que limita a atuação de ONGs no país e impõe um imposto de 30% sobre aquelas consideradas politicamente influentes.
Desde que assumiu a presidência em 2019, Bukele tem concentrado poder, substituindo magistrados da Suprema Corte e o procurador-geral, além de implementar um regime de exceção que já foi renovado 39 vezes. Essa medida, inicialmente destinada ao combate de gangues, tem sido usada para perseguir opositores e ativistas.
Recentemente, uma pesquisa da CID Gallup indicou que 73% da população acredita que o país está indo na direção errada, refletindo preocupações com a economia e o aumento do custo de vida. Apesar disso, apenas 1,4% dos entrevistados consideram a concentração de poder um problema.
Um relatório do jornal El Faro revelou a existência de 28 presos políticos em El Salvador, o que marca um retorno a práticas autoritárias desde a guerra civil. A situação política no país se torna cada vez mais restritiva, com poucos opositores ainda ativos, muitos dos quais estão presos ou no exílio.
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