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Uma turista brasileira está desaparecida há mais de 30 horas após sofrer um acidente durante uma trilha no Monte Rinjani, um dos principais destinos turísticos da Indonésia. A queda aconteceu por volta das 19h da última sexta-feira (20), no horário de Brasília, quando ela escorregou e caiu aproximadamente 300 metros abaixo da trilha original.
Juliana Marins, de 33 anos e natural de Niterói (RJ), estava sozinha no momento do acidente e foi localizada horas depois por outros turistas que passavam pela região. Eles usaram um drone para encontrar a brasileira e divulgaram vídeos nas redes sociais, o que ajudou a notícia a chegar até a família no Brasil.
Família contesta informações oficiais sobre o resgate
De acordo com Mariana Martins, irmã da vítima, as autoridades indonésias ainda não conseguiram alcançar Juliana, apesar de informações iniciais da Embaixada do Brasil em Jacarta indicarem o contrário. A embaixada chegou a informar que ela teria recebido comida, água e agasalho, e que uma equipe de resgate teria conseguido contato após 16 horas de operação — o que foi desmentido pela família.
Trilha é uma das mais difíceis da Indonésia
O acidente aconteceu na trilha que leva ao cume do Monte Rinjani, na ilha de Lombok. O trajeto é considerado um dos mais difíceis da Indonésia, com mais de 2,6 mil metros de subida e rotas que podem levar até quatro dias para serem concluídas. Em avaliações online, turistas relatam o desafio físico e técnico da trilha, mesmo para praticantes experientes.
Novos alpinistas se unem às buscas
Na manhã desta segunda-feira (23), dois alpinistas experientes se juntaram à equipe de resgate, levando equipamentos específicos para auxiliar na operação. Segundo o perfil @resgatejulianamarins, criado por parentes como canal oficial de atualizações, ainda não se sabe se os esforços poderão continuar durante a noite. O trabalho de resgate enfrenta dificuldades, como o terreno íngreme e as más condições climáticas, com neblina intensa.
Quem é Juliana Marins
Juliana é formada em Publicidade pela UFRJ e atua também como dançarina de pole dance. Desde fevereiro, fazia um mochilão pela Ásia, tendo passado por Filipinas, Vietnã e Tailândia antes de chegar à Indonésia. Ela costumava compartilhar registros das viagens nas redes sociais, mantendo contato com amigos e seguidores.
Família mantém esperança
Três dias após o acidente, a família ainda não tem informações sobre o estado de saúde de Juliana. As buscas chegaram a ser interrompidas no domingo (22) por conta das condições climáticas e voltaram a ser suspensas nesta segunda, por volta das 5h no horário de Brasília (tarde na Indonésia). Apesar disso, familiares mantêm a esperança de que ela será encontrada com vida.
A Embaixada do Brasil segue acompanhando o caso e prestando apoio à família.
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