Cidades dos Estados Unidos enfrentam uma onda de calor severa, com mais de 150 milhões de pessoas sob alertas de calor nesta terça-feira, 24 de julho. Em Nova York, os termômetros atingiram 38 °C, um recorde desde 2013, e a previsão é de que as altas temperaturas persistam sem alívio noturno.
O calor extremo é resultado de uma “cúpula de calor” que se instalou sobre a metade oriental do país, inibindo a formação de nuvens de chuva. O Serviço Nacional de Meteorologia alertou que a intensidade e a duração da onda de calor tornam a situação extremamente perigosa para aqueles sem acesso a refrigeração ou hidratação. Na segunda-feira, 39 recordes de temperatura já haviam sido registrados ou igualados.
Meteorologistas indicam que a falta de alívio à noite, agravada pela umidade, contribui para o risco elevado. A previsão é que a terça-feira marque o pico da onda de calor, com várias cidades batendo ou igualando recordes de temperatura máxima. O fenômeno ocorre em um contexto de aquecimento global, que tem causado um aumento na frequência e intensidade das ondas de calor.
Além dos Estados Unidos, a Europa também enfrenta altas temperaturas, com países como Inglaterra, França e Espanha emitindo alertas. A Organização Meteorológica Mundial destacou que 2024 foi o ano mais quente já registrado, superando o limite de aquecimento de 1,5 °C estabelecido pelo Acordo de Paris. Cientistas afirmam que as ondas de calor mais frequentes são um sinal claro das mudanças climáticas em curso.
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