Uma imagem do satélite Landsat 9, divulgada pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, provocou agitação nas redes sociais. A fotografia mostra uma formação geológica na Serra de Caldas, em Goiás, que foi comparada à usina de enriquecimento de urânio de Fordow, no Irã. Essa associação gerou especulações sobre uma possível vigilância americana sobre o Brasil, especialmente entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O geólogo Valdir Silveira, diretor de Geologia e Recursos Minerais do Serviço Geológico do Brasil (SGB), desmentiu as teorias. Ele afirmou que a formação na Serra de Caldas é natural e não contém urânio. Silveira destacou que a região é famosa por suas águas termais e atividades vulcânicas. A feição geológica está localizada em Caldas Novas, Goiás, onde as termas são predominantes.
A imagem do Landsat 9, resultado de uma colaboração entre a Nasa e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), revela uma formação arredondada que se eleva cerca de 300 metros acima do Cerrado. A semelhança com instalações nucleares levou a comparações infundadas nas redes sociais.
Características da Serra de Caldas
A Serra de Caldas é uma formação típica do Cerrado, conhecida por suas águas termais e pelo parque estadual que atrai turistas com trilhas, mirantes e cachoeiras. Em contraste, a usina de Fordow, no Irã, é uma instalação secreta construída sob uma montanha, voltada ao enriquecimento de urânio e cercada por tensões internacionais. Não há qualquer relação entre a formação goiana e atividades nucleares.
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