O município de Ubatuba, localizado no litoral norte de São Paulo, foi classificado como o mais vulnerável às mudanças climáticas do estado, de acordo com o Índice de Progresso Social (IPS) de 2025. Com um índice de 62,82, a cidade enfrenta riscos significativos de deslizamentos e inundações.
O IPS avalia a qualidade de vida em 5.570 municípios brasileiros com base em 57 indicadores sociais e ambientais. A vulnerabilidade climática é um dos aspectos analisados, refletindo a resiliência das cidades frente ao aquecimento global. A Prefeitura de Ubatuba implementou, no ano passado, um Plano Municipal de Adaptação e Resiliência, visando mitigar esses riscos. O secretário de Meio Ambiente, Guilherme Adolpho, destacou que o plano é uma construção de políticas públicas fundamentadas em diagnósticos que orientam o município diante das mudanças climáticas.
Ubatuba apresenta um risco de deslizamento de 100 e um risco de inundação de 81,51. O município é seguido por São Simão, Queluz, Bertioga e Araçariguama em termos de vulnerabilidade. Em contraste, cidades como Jundiaí, Louveira e Cordeirópolis se destacam como as menos vulneráveis.
Arborização e Segurança Climática
O botânico Ricardo Cardim enfatiza a importância da arborização urbana para aumentar a segurança climática. Ele afirma que o plantio de árvores pode ajudar a mitigar os efeitos das mudanças climáticas, como enxurradas e deslizamentos. O levantamento do IPS também revelou que os municípios mais arborizados de São Paulo, como Valinhos e Franco da Rocha, têm uma porcentagem significativa de áreas verdes, contribuindo para a qualidade de vida.
O IPS de 2025 apresenta uma média nacional de 61,96, ligeiramente inferior ao ano anterior. As dimensões avaliadas incluem necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades, sendo esta última a que apresenta o pior desempenho. A segurança pública é um dos fatores que mais impacta negativamente a média nacional.
A análise do IPS revela um panorama das desigualdades regionais no Brasil, com os melhores índices concentrados em estados como São Paulo e Santa Catarina, enquanto a Amazônia Legal apresenta os piores resultados.
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