Pesquisadores revelaram novas relações evolutivas entre rinocerontes após sequenciar proteínas de um ancestral que viveu há 23 milhões de anos. Os estudos, publicados na revista *Nature*, ampliam o entendimento sobre a evolução desses animais e desafiam classificações anteriores.
As análises foram realizadas em fósseis de um rinoceronte encontrado em uma ilha no Ártico canadense, em 1986. O espécime, atribuído a uma nova espécie chamada Epiaceratherium itjilik, permitiu a extração de proteínas da esmalte dental, revelando sequências que totalizam 251 aminoácidos. Essa descoberta sugere que os ancestrais dos rinocerontes se separaram de outras linhagens muito antes do que se pensava, entre 41 e 25 milhões de anos atrás.
A pesquisa destaca que as proteínas, mais resistentes à degradação do que o DNA, podem fornecer informações valiosas sobre a biologia e a dieta de espécies extintas. Matthew Collins, especialista em paleoproteômica, afirma que essa técnica abre novas possibilidades para entender a história evolutiva de animais, incluindo dinossauros.
Os cientistas também notaram que o ambiente frio do local onde o fóssil foi encontrado favoreceu a preservação das proteínas. Essa descoberta pode revolucionar a forma como os paleontólogos estudam a evolução, permitindo a análise de materiais mais antigos e desafiando noções estabelecidas sobre a história da vida na Terra.
Entre na conversa da comunidade