Seis servidoras do Hospital do Servidor Público Municipal (HMSP) em São Paulo protestaram na noite de quinta-feira (31) contra o fechamento do centro obstétrico da unidade. As funcionárias se acorrentaram à porta do local em resposta à decisão da Prefeitura de transferir os serviços obstétricos para o Hospital San Patrick, na zona oeste da cidade.
A Secretaria Municipal da Saúde garantiu que as gestantes atendidas no HMSP continuarão recebendo assistência. No entanto, as servidoras expressaram preocupações sobre a qualidade do atendimento no novo local. Flávia Anunciação, servidora há 30 anos e dirigente do Sindsep, destacou que o formato do contrato não exige indicadores de qualidade, o que pode levar à precarização do serviço.
As servidoras relataram que algumas mães já foram transferidas contra sua vontade e que o novo contrato prevê que, após três dias, mães e recém-nascidos que necessitem de UTI obstétrica serão devolvidos ao HMSP. Flávia também mencionou o caso de uma gestante de risco que não deseja ser transferida, além de uma servidora que já enfrentou violência obstétrica na nova unidade.
A gestão municipal argumenta que a reorganização dos serviços permitirá uma melhor utilização dos leitos do HMSP para outras especialidades. Entre 1 e 30 de julho, foram registrados apenas sete partos na unidade. A prefeitura afirmou que duas reclamações foram recebidas e que medidas estão sendo tomadas para melhorar o atendimento, incluindo a implementação de um questionário de satisfação para as pacientes.
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