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Esposa de Lito Sousa rebate boatos sobre acesso a remédio experimental

Mila Seidl diz que família seguiu procedimento de uso compassivo e pretende orientar outros pacientes

Um homem de cabelo e barba grisalhos, vestindo camiseta preta e com curativo no braço, segura o rosto de uma mulher de cabelo curto ruivo, vestindo jaqueta jeans azul. Os dois estão sentados em cadeiras em uma varanda, com vista para prédios da cidade ao fundo sob um céu em tons de rosa e azul.
Lito Sousa e a esposa, Mila Seidl, em vídeo (Crédito: Reprodução/YouTube)

A esposa do influenciador Lito Sousa, Mila Seidl, negou que a autorização para importar o medicamento experimental ALN-6457 tenha sido resultado de privilégio ou interferência de autoridades e empresários. Segundo ela, a família seguiu o procedimento de uso compassivo para obter acesso à substância.

“Tem gente falando que teve dedo de ministro para conseguir a medicação, que empresário rico financiou, que a Anvisa conseguiu. É a última vez que eu vou explicar: quem conseguiu a medicação fomos eu e o Lito”, disse.

De acordo com a esposa do influenciador, após o contato com outra farmacêutica, a família participou de uma reunião para apresentar o caso de Lito. “Conseguimos por meios próprios o contato de outra farmacêutica, fizemos uma reunião com eles e, porque o caso do Lito é muito interessante, eles liberaram o uso compassivo. Aí eu fui atrás de todo o processo”, afirmou.

Não tem um centavo de dinheiro público, não tem um centavo de outra pessoa nisso. Vocês não me viram abrindo vaquinha nem nada”, destacou.

Segundo Mila, ela e os médicos que acompanham Lito reuniram exames, documentos científicos e informações fornecidas pela farmacêutica para fundamentar o pedido. “A gente apresentou bastante documentação, estava bem robusto. Eu me preparei bastante”, disse.

Família quer ajudar outros pacientes

Mila afirmou que pretende explicar o caminho percorrido pela família para ajudar outros pacientes com doenças raras que enfrentam situações semelhantes.

“Isso não é uma regalia nossa. É um direito de qualquer pessoa que está numa situação semelhante. A dificuldade é que essas informações não são claras. Eu tive que correr muito atrás para conseguir isso”, afirmou.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou na sexta-feira (4) a importação do ALN-6457, desenvolvido pela farmacêutica Regeneron Pharmaceuticals. O medicamento não possui registro comercial nem representante legal no Brasil e ainda está em fase pré-clínica para o tratamento de doenças priônicas.

+ Lito Sousa: Anvisa autoriza importação de medicamento experimental para influenciador

A autorização ocorreu em caráter excepcional, por meio do mecanismo de uso compassivo, destinado a pacientes com doenças graves e sem alternativas terapêuticas disponíveis. O pedido de importação foi formalizado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, responsável pelo acompanhamento de Lito.

Antes disso, a família tentou incluir o influenciador em um estudo experimental: “A gente participou dos estudos e foi negado. Não porque ele não preenchia os requisitos, mas porque estava tudo fechado. Então, a gente seguiu para outro caminho, que é o uso compassivo do medicamento”, afirmou.

Lito Sousa, de 59 anos, foi diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob, uma enfermidade neurológica rara, progressiva e sem cura. Ele deixou o Hospital Israelita Albert Einstein na última terça-feira (1º), após mais de 20 dias internado, e passou a receber cuidados paliativos em casa, acompanhado por enfermeiros e uma equipe multidisciplinar.

+ Lito Sousa divulga vídeo gravado no dia do diagnóstico

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