Valter Hugo Mãe, autor português, expressou sua satisfação com a adaptação de seu livro O Filho de Mil Homens para o cinema, agora disponível na Netflix. Dirigido por Daniel Rezende e estrelado por Rodrigo Santoro, o filme foi bem recebido pelo autor, que afirmou: “o filme é melhor que o livro”. Essa declaração surpreendeu, já que Mãe raramente elogia adaptações cinematográficas.
Durante a 23ª edição da Flip, em Paraty, o autor compartilhou sua forte conexão com o Brasil, onde se sente naturalizado. Ele mencionou que sua relação com o país é profunda, destacando seu amor por comidas típicas e a familiaridade que sente ao visitar. “É um lugar que me diz muito respeito e é muito gratificante que o meu trabalho possa ter aqui um efeito”, afirmou.
Mãe também refletiu sobre sua vida pessoal e a ausência de filhos. Ele revelou que, aos 40 anos, começou a escrever sobre um homem que enfrenta a tristeza de não ter filhos, um tema que ressoa com sua própria experiência. “O Filho de Mil Homens surgiu numa crônica, e foi escrito rapidamente, em três horas”, contou.
Sobre a adaptação, Mãe se manteve à distância do processo criativo, reconhecendo que sua experiência é como observador. Ele enfatizou a coragem necessária para entregar sua obra a outra visão, afirmando que “a melhor posição para mim seria a de não perturbar em nada”.
Por fim, o autor destacou sua habilidade de transformar situações difíceis em otimismo, uma característica que permeia sua escrita. Ele acredita que essa perspectiva é fruto de sua história familiar, marcada por desafios. “Quando recebo uma notícia ruim, sempre respiro fundo e penso em como vamos passar por isso”, concluiu.
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