A 23ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), realizada entre 26 e 29 de outubro, atraiu 34 mil participantes, um aumento de 10% em relação ao ano anterior. O evento, que homenageou o poeta Paulo Leminski, destacou discussões sobre feminicídio e questões políticas, além de promover a presença de editoras independentes.
A programação, sob a curadoria de Ana Lima Cecilio, conectou escritores e leitores em mesas que abordaram temas contemporâneos. A mesa “Ser mulher na América Latina”, com as autoras Dolores Reyes e Dahlia de la Cerda, foi um dos momentos mais aplaudidos, discutindo feminicídio e solidariedade. O historiador Ilan Pappe também participou, abordando o conflito na Palestina.
Entre os autores que se destacaram, o escritor português Valter Hugo Mãe atraiu uma multidão de fãs em busca de autógrafos. A Flip também se reconectou com editoras independentes, que tiveram um espaço mais estratégico na Praça Aberta, após críticas sobre a localização em edições anteriores. Mauro Munhoz, diretor artístico do evento, ressaltou a importância do diálogo com os editores e a necessidade de um turismo sustentável em Paraty.
A segurança foi intensificada, seguindo recomendações das autoridades, especialmente após incidentes como o ataque ao escritor Salman Rushdie. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, participou de discussões sobre desafios ambientais e recebeu um livro póstumo de Dom Phillips, assassinado em 2023.
Com um clima favorável e um público crescente, a Flip reafirmou seu papel como um espaço de reflexão e celebração da literatura, promovendo um ambiente vibrante e engajado.
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