O uso excessivo de smartphones entre crianças e adolescentes tem gerado preocupações significativas sobre a saúde mental e física. Durante um painel promovido pela Verizon, a autora Mel Robbins compartilhou sua experiência pessoal, destacando como a dependência de dispositivos móveis impacta a dinâmica familiar. Robbins, que admitiu ter sido consumida pelo uso do celular, percebeu que seus filhos estavam imitando seu comportamento.
Crianças e adolescentes tendem a usar smartphones de maneira diferente dos adultos, com uma maior propensão a passar horas em redes sociais e assistindo a vídeos. Segundo Michael Robb, da Common Sense Media, essa superexposição pode prejudicar o sono, a saúde mental e a capacidade de atenção dos jovens, dificultando seu desenvolvimento como adultos felizes e bem-sucedidos.
Robbins inicialmente tentava controlar o uso dos celulares pelos filhos, mas logo percebeu que eles buscavam conexão através das redes sociais, refletindo seu próprio comportamento. “O lugar onde você coloca sua atenção determina a qualidade da sua vida,” afirmou Robbins, enfatizando a importância do equilíbrio entre a vida e o uso do telefone.
Uma pesquisa de 2024 revelou que 31% dos adultos nos EUA lutam contra o hábito de pegar o celular sem pensar. Para mudar esse comportamento, Robbins sugere um esforço consciente, como evitar ter o telefone por perto durante momentos de lazer e interações sociais. Essa mudança ajudou a reduzir sua compulsão por checar mensagens e e-mails.
Robbins também recomenda que os pais busquem entender o uso dos smartphones pelos filhos, em vez de julgá-los. “Quando começamos a nos interessar, mudamos a dinâmica,” disse. Essa abordagem pode fortalecer a conexão familiar e promover um uso mais saudável da tecnologia.
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