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Luisa Strina considera reduzir participação em feiras de arte após lançar talentos

Luisa Malzoni Strina, referência no mercado de arte, critica feiras e planeja reduzir sua participação em eventos internacionais em 2023

Luisa Strina, que lançou 'gênios' como Cildo Meireles e Marepe (Foto: Edilson Dantas)
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Luisa Malzoni Strina, uma das galeristas mais influentes do Brasil, participará de feiras de arte renomadas em 2023, como a SP-Arte e a Art Basel Paris. Aos 82 anos, Strina, fundadora da primeira galeria dedicada a artistas contemporâneos no país, expressou sua intenção de reduzir a participação em feiras, considerando-as caras e sem significado.

A galeria, estabelecida em 1954 em São Paulo, foi pioneira ao focar em artistas contemporâneos, o que exigiu coragem e visão de futuro. Strina relembra que, no início de sua carreira, não tinha experiência no mercado e enfrentou riscos ao trabalhar com artistas fora do circuito tradicional. “Eu era uma tontinha”, reflete, destacando sua trajetória de aprendizado.

Neste ano, a galeria terá uma exposição solo do artista Marepe, conhecido por suas obras que dialogam com a cultura brasileira. A relação entre Strina e Marepe começou em 1998, quando ela o convidou para visitar sua galeria. O artista reconhece a importância de Strina em sua carreira, mencionando que foi ela quem o lançou em eventos internacionais, como a Bienal de Veneza.

Mudanças nas Feiras de Arte

Apesar de seu histórico de sucesso em feiras, Strina afirma que deseja diminuir sua presença nesses eventos. Ela critica o formato atual, que considera sem curadoria e voltado mais para passeios do que para vendas. “Tem poucas feiras que me interessam atualmente”, diz a galerista, que foi a primeira latino-americana convidada para a Art Basel, em 1992.

Strina também foi uma das criadoras da Art Basel Miami Beach, contribuindo para abrir o mercado de arte na América Latina. Sua visão ajudou a elevar o padrão de trabalhos ousados na região, tornando sua galeria uma referência no setor. Kiki Mazzucchelli, diretora artística da galeria, elogia seu olhar apurado para descobrir talentos e seu compromisso com artistas inovadores.

A galerista, que também atua como colecionadora, destaca a intersecção entre essas duas funções. “Na prática, não faço uma distinção”, afirma, ressaltando a necessidade de equilibrar suas preferências pessoais com as demandas do mercado.

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