O matcha, conhecido como o símbolo do chá japonês, tem ganhado destaque global, mas três outras variedades de chá, bancha, kukicha e hojicha, estão se destacando por suas qualidades sustentáveis e sabor autêntico. Esses chás, menos conhecidos, resistem à pressão da demanda crescente por matcha, que tem gerado impactos negativos na produção.
O bancha é um chá verde feito a partir das folhas mais maduras da planta, colhidas em safras tardias. Com menos cafeína e um perfil gustativo suave, é ideal para quem busca uma bebida reconfortante. Uma forma popular de consumi-lo é no Ochazuke, onde o chá é vertido sobre arroz cozido, acompanhado de ingredientes como umeboshi e alga nori.
O kukicha, ou “chá de ramos”, é produzido a partir de talos e pequenas ramas da planta do chá, aproveitando partes que normalmente seriam descartadas. Este chá é extremamente baixo em cafeína e rico em minerais, oferecendo um sabor doce e levemente lenhoso. Pode ser utilizado em pratos como o Chawanmushi, um flan salgado que ganha um toque especial quando preparado com infusão de kukicha.
Hojicha: O Chá Tostado
O hojicha é um estilo de chá que se destaca pelo processo de torrefação das folhas, resultando em um sabor quente e aromático, com notas de noz e caramelo. Este chá é muito digestivo e pode ser encontrado em versões pulverizadas, ideais para preparar bebidas como o Hojicha Latte. Além disso, sua versatilidade permite sua utilização em coquetéis, como o Hojicha Espresso Martini, que combina hojicha concentrado com vodka e licor de café.
A crescente popularidade do matcha, que aumentou a produção de tencha em mais de 150% desde 2010, tem gerado preocupações sobre a sustentabilidade. O uso intensivo de máquinas e técnicas de cultivo forçado tem comprometido a qualidade e a diversidade dos chás. Em contraste, bancha, kukicha e hojicha representam uma abordagem mais respeitosa com a natureza, utilizando partes da planta que normalmente seriam descartadas e promovendo um consumo consciente.
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