Cientistas Latinx enfrentam desafios significativos ao se mudarem para o exterior em busca de oportunidades acadêmicas. A adaptação a novas culturas e ambientes de pesquisa pode ser difícil, especialmente em relação à saúde mental e à solidão.
María del Mar Quiroga, especialista em dados na Universidade de Melbourne, compartilha sua experiência. Ela destaca que, embora a mudança ofereça oportunidades de carreira, também implica a perda de laços familiares e culturais. A ausência de uma rede de apoio, comum nas culturas Latinx, pode resultar em sentimentos de isolamento.
A biológa Carolina Lambertini, que se mudou para os Estados Unidos, relata a pressão de se adaptar a um novo idioma e cultura. Ela enfrentou discriminação e, inicialmente, sentiu que não pertencia ao novo ambiente. A terapia foi fundamental para ajudá-la a lidar com a depressão e a construir sua autoestima.
Mario Romero, professor na Suécia, também enfatiza a importância de uma rede de apoio. Ele e sua esposa decidiram deixar o Equador devido à violência e à falta de oportunidades. A busca por um ambiente seguro e propício à pesquisa levou-os a explorar novas possibilidades na Europa.
Essas experiências revelam que, apesar das dificuldades, muitos cientistas Latinx estão encontrando maneiras de se adaptar e prosperar em ambientes desafiadores. A construção de comunidades e o apoio emocional são essenciais para enfrentar os obstáculos da migração e do trabalho em pesquisa no exterior.
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