O aquecimento global continua a ser uma preocupação crescente, com dados históricos coletados desde a era pré-revolução industrial. Em junho de 2023, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) registrou que este foi o terceiro mês mais quente da história, evidenciando a urgência de monitoramento climático.
Para entender o aquecimento global, diversas organizações utilizam uma variedade de equipamentos. Esses dispositivos estão localizados em diferentes ambientes, como céu, mar e espaço, e coletam dados sobre a temperatura da superfície terrestre, calor dos oceanos, níveis do mar, tamanho das geleiras e concentração de gases do efeito estufa. O Copernicus, por exemplo, realiza cerca de 25 milhões de registros diários, principalmente por meio de satélites.
Importância da Coleta de Dados
Além do Copernicus, instituições como a NASA, a NOAA e o Berkeley Earth Group também desempenham papéis cruciais na coleta e análise de dados climáticos. O físico Paulo Artaxo, professor da USP e membro do IPCC, destaca que a colaboração entre essas entidades resulta em bases de dados robustas. Ele afirma que “é bom que essas análises sejam independentes uma da outra, para evitar qualquer erro de uma das agências”.
Essas análises independentes têm mostrado resultados consistentes, reforçando a necessidade de ações imediatas para mitigar os efeitos do aquecimento global. A OMM, com registros desde 1850, continua a ser uma fonte vital de informações sobre as mudanças climáticas, permitindo que cientistas e formuladores de políticas compreendam melhor a gravidade da situação atual.
Entre na conversa da comunidade