De 10 a 21 de novembro, Belém será palco da COP30, a primeira conferência climática da ONU na Amazônia. O evento terá como foco o financiamento climático e a adaptação às mudanças climáticas, seguindo as diretrizes do Acordo de Paris. A diretora-executiva da COP30, Ana Toni, enfatizou a urgência em acelerar a implementação de acordos climáticos e abordou a dependência do Brasil em relação aos combustíveis fósseis.
A conferência busca avançar na nova meta de financiamento climático, que estipula que países desenvolvidos devem desembolsar US$ 300 bilhões por ano até 2035 para ações climáticas em países em desenvolvimento. Além disso, a meta inclui um total de US$ 1,3 trilhão por ano, combinando recursos públicos e privados. Os temas centrais também incluem a relação entre mitigação climática e proteção da biodiversidade, além da transição energética.
Toni destacou três prioridades para o Sul Global: a adaptação às mudanças climáticas, a preservação da natureza e a aceleração da implementação de acordos. Ela ressaltou que, apesar das dificuldades logísticas em Belém, o evento será uma oportunidade para mostrar a realidade da Amazônia e a importância de sua preservação.
A COP30 também enfrentará desafios geopolíticos, como tensões militares e tarifárias, que podem desviar a atenção dos participantes. Toni afirmou que, mesmo diante dessas dificuldades, o objetivo é reforçar o multilateralismo e reunir todos os países para discutir soluções climáticas. A expectativa é que a conferência contribua significativamente para o avanço das metas climáticas globais.
Entre na conversa da comunidade