Os incêndios florestais no Canadá atingem níveis alarmantes em 2025, com 5.100 ocorrências registradas até agora e 638 delas ainda ativas. As chamas devastaram mais de 8,3 milhões de hectares, uma área equivalente à da região da Andaluzia, na Espanha. Este é o segundo maior índice de área queimada desde o início dos registros, superado apenas pelos 18,5 milhões de hectares queimados em 2023.
Situação Crítica
A situação é especialmente grave na Columbia Britânica e na Nova Escócia, onde os incêndios estão fora de controle. Na Nova Escócia, o incêndio Long Lake, que já dura mais de três semanas, continua sem controle, conforme informou Jim Rudderham, diretor de proteção florestal da província. Ele destacou que a extinção do fogo pode levar até o outono, já que a área afetada chega a 85 quilômetros quadrados.
Além disso, Alberta também enfrenta uma crise, com mais de 1.000 incêndios registrados. A situação forçou a evacuação de várias comunidades, principalmente aquelas habitadas por povos indígenas. O impacto dos incêndios não se limita ao Canadá; cidades como Vancouver, Toronto e Montreal já figuraram entre as com as piores qualidades do ar do mundo devido à fumaça.
Mudanças Climáticas
As autoridades canadenses atribuem o aumento dos incêndios a temperaturas mais altas e à diminuição das chuvas, fenômenos exacerbados pelas mudanças climáticas. Um estudo recente revelou que em 50% das estações meteorológicas do país, a temperatura média superou a normal em mais de um grau nas últimas semanas, com algumas localidades registrando aumentos de até três graus.
O governo canadense tem intensificado os esforços para combater os incêndios, incluindo o aumento de recursos humanos e materiais. Além disso, a proibição de fogueiras ao ar livre foi mantida em várias regiões. Corey Hogan, secretário parlamentar do ministro de Energia e Recursos Naturais, alertou que os incêndios florestais estão se tornando um problema permanente, exigindo preparação durante todo o ano.
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