O ministro do clima de Tuvalu, Maina Talia, afirmou que a ação climática é uma responsabilidade moral das nações ricas. Em entrevista à AFP, ele destacou a urgência de planos ambiciosos de redução de emissões, enquanto o país busca reconhecimento da ONU para sua herança cultural ameaçada pela elevação do nível do mar.
Tuvalu, uma nação insular do Pacífico, enfrenta a possibilidade de se tornar inabitável neste século se as emissões de gases de efeito estufa não forem controladas. O aumento do nível do mar já provoca a intrusão de água salgada em áreas como o atol de Funafuti, a capital. Para mitigar os impactos, a população local criou jardins elevados e o país está desenvolvendo um mapa 3D de suas terras restantes, parte de um projeto para se tornar a primeira “nação digital” do mundo.
Além disso, Tuvalu firmou um acordo histórico de migração climática com a Austrália, permitindo que seus cidadãos obtenham vistos para viver e estudar no país. Talia enfatizou que o objetivo não é transferir a população, mas criar um caminho migratório administrável. Ele também criticou a falta de ambição climática de países poluidores, como a Austrália, que, apesar de apoiar a candidatura para sediar negociações climáticas da ONU, continua a desenvolver novos combustíveis fósseis.
Patrimônio Cultural
O país lançou esforços para inscrever sua paisagem cultural na Lista do Patrimônio Mundial da ONU, incluindo tradições orais e locais sagrados. Talia ressaltou que não querem que Tuvalu se torne uma lembrança, enfatizando a importância de preservar a identidade cultural, mesmo diante da ameaça de desaparecimento físico.
As Nações Unidas pediram que todos os países apresentem suas metas de redução de emissões até o final do mês. Talia pediu que as principais nações emissoras de carbono apresentem planos climáticos robustos, destacando que, para Tuvalu, a questão é de sobrevivência.
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