O roubo de Rembrandt em 14 de abril de 1975 no Museu de Belas Artes de Boston (MFA) envolve Myles Connor, que entrou disfarçado com um cúmplice na galeria holandesa e retirou o retrato de Elsbeth van Rijn da parede. A ação serviu, segundo o material, como pretexto para outra fuga. A obra não foi vendida, mas usada como gatilho para novos crimes.
Connor, conhecido por ter roubado dezenas de obras, acabou usando o Rembrandt como cartão de saída para furtos posteriores, incluindo trabalhos de Andrew e N.C. Wyeth. A história é explorada por Anthony Amore, que, desde 2005, dirige a segurança e atua como investigador-chefe no Isabella Stewart Gardner Museum, famoso por um caso de 1990 no qual 13 obras sumiram.
No livro The Rembrandt Heist, Amore aponta cinco aprendizados do caso: motivações atípicas, com o objetivo de emprestar a obra; a ideia de que o termo profissional não descreve a maior parte dos ladrões; Connor como conhecedor de arte, influenciado pelo avô connoisseur; código de honra associado ao caminho samurai; e a estratégia de menor resistência, ao fingir ser estudante de PhD e explorar espaços de armazenamento.
Pontos-chave do caso
Connor era movido pela necessidade de alcançar a obra por perto, não pela venda. O episódio demonstra que muitos furtos são motivados por fatores não financeiros, desafiando o estereótipo de ladrão profissional.
Sobre o livro
The Rembrandt Heist reúne relatos de Amore sobre a vida do ladrão, o contexto dos museus de Boston e as lições para a segurança de acervos de arte. A obra foi publicada pela Pegasus Books e traz 272 páginas.
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